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Fazer
amor contigo, caído em êxtase É
blasonar dum amor; a cor do céu É
como poesia alegre, vive-se É
encontrar guarita na tempestade, p’ra amor meu.
Quando
desolado me julguei, betesga Nesta
bizarra, projecto de cidade; encontrei Verde
asilo, paz grotesca Com
sonhos de ouro, que só eu sei.
Nunca
foi relógio de sol, efémero Denunciado,
fac-símile fatalismo Pelas
terras do Senhor, galerno Depurar
ou derruir, o abismo.
Procurei
na noite, nas sombras da Lua Uma
resposta, uma alusão á paz Encontrei
a mim e a ti, suada e nua Amando,
num desejo que o amor traz.
E
este vago desejo, que me está na mente Súplica
das lágrimas, que não conti Na
insistência deste clemente Que
chora longe de ti.
Que
crepúsculo me vai no espírito Renascer
débil, praguejado; tirito De
medo, de uma ausência, pressentida Essa
oculta presença, mentida!
Perpétuo,
falso esquecimento Do
que outrora me fez sofrer No
amor, nas asas do vento Vaga
melodia, me faz escrever.
E
era ouvir-te cantar, ilusão Ágil
rumor, beijo do tempo Ter-te
sempre no coração Nesta
serenidade que contemplo.
E
é uma mágoa da cor da água Transparente,
frouxa serenidade E
o que é minha saudade, Uma
mágoa da cor da água.
Este
é um poema de amor Da
mais arguta inocência, da mais lídima paixão Sai-me
do corpo, áureo coração E
veio como esta aragem de Verão, cheia de calor E
vai para ti meu sonho, fruto do ventre Doce
loucura, vingada na mente Que
importa a lágrima, quando se tem uma flor Que
importa o escuro ou mesmo a dor Quando
se tem no coração, o teu amor.
Cinco
da manhã neste meu leito de infelicidade E
não sei que raio hei-de dizer! Talvez
ela diga alguma coisa, a saudade A
saudade que tenho amor, de te ver. Metódica
esta poesia que nos une Um
hífen pelos céus; calor E
nada mais há, que me deslumbre Do
que partilhar contigo, o meu amor.
Haveria
tanto para te dizer Mas
este filho do vento, não vislumbra inspiração Se
dependesse do coração Era
só pensar e escrever Mas
torna-se imprescindível criar Sofrer
evidentemente Decerto
não me deixaria voar, O
vento, neste meu pensamento.
O
que mais receio É
perder a cor do vento Que
tão endiabrada veio E
que ainda encontrar tento!!
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