Os círculos de transmutação são normalmente usados pelos alquimistas para que estes possam fazer transmutações de matéria com alquimia. Desenha-se o círculo em uma superfície, e ao centro se coloca o material a ser transmutado, seguindo a Lei da Troca Equivalente, onde você só cria algo sacrificando outra coisa de igual valor. Depois de por o material no círculo, o alquimista coloca as duas mãos sobre o círculo e ele fundirá os componentes formando algo novo.
As transmutações podem ser usadas para fazer objetos sacrificando outros objetos. Também há a transmutação humana, ou seja, transmutação com uso de humanos como sacrifício. Dentre alguns tipos, estão a criação de homunculus, a combustão de um corpo, a fusão de matérias ao corpo, a anexação de alma em objetos. Nesta última, o círculo de transmutação deve ser feito com sangue do alquimista, e se o círculo for danificado a alma voltará para o além. A criação da pedra filosofal requere que humanos sejam sacrificados no centro de um círculo.
Alguns alquimistas não precisam de círculos de transmutação para fazer alquimia. Edward (personagem fictício do anime Full Metall Alchemist) é um dos poucos que conseguem usar alquimia sem círculo de transmutação. Isto é devido ao fato de que apenas aqueles que viram "O Portão" conseguem fazê-lo, pois quando um alquimista vê o que tem dentro da porta ele consegue entender a verdade sobre a alquimia, porem poucos alquimistas conseguem sobreviver, somente os grandes alquimistas habilidosos podem faze-lo.
A lenda sobre a pedra filosofal:
Reza a Lenda que um pobre estudante químico descobriu a formula de transformar chumbo em ouro, mas para isso ele teria que conseguir aumentar a massa atômica do chumbo em uma unidade(sendo o chumbo o material mais próximo do ouro). Ele teve a idéia a partir de um estudo em que ele se baseou que o ouro é muito mais valioso do que qualquer material existente, mas sendo que sua unidade atômica é diferente do chumbo em apenas um, daí a troca equivalente, pois o chumbo não é muito menor do que o ouro. Para conseguir aumentar a massa atômica do chumbo, ele criou o que hoje é conhecido como "Pedra Filosofal", segundo essa lenda ela "quebra as leis" da "troca equivalente" conseguindo transformar o chumbo em ouro apenas aumentando a sua massa atômica.Para nós a alquimia algo impossível pois precisa-se saber a fórmula exata e os componentes necessários para se transmutar alguma coisa, um exemplo bem simples, é transformar uma pétala de rosas em um pano comprido, para se fazer isso teríamos que saber todas as composições químicas, matérias, e sintéticas da pétala, e depois achar um jeito de unir apenas o necessário, para que com apenas o toque ela se "transforme" ou "trasmute" em um pano, provavelmente de seda.
A Alquimia
“O mistério do
Mundo está no visível, não no invisível”
Oscar Wilde
O que é a Alquimia?
Antes de começar a fazer toda a pesquisa teórica com
base na alquimia (um assunto que me interessa muito;
todo esse mistério ao seu redor...) resolvi fazer
uma pesquisa com um grupo de 20 pessoas para ver o
que elas sabiam sobre a Alquimia; algumas acham que
é coisa do passado, que não existe mais; deixou de
existir quando virou química. Outras não fazem idéia
do que se trata, acham que é aquele jogo que tiveram
quando crianças.
Os resultados:
1)“Alquimia é aquilo relacionado à pessoas que
estudam a pedra filosofal.”
2)“Alquimia é a química do passado.”
3)“Não faço idéia do que seja a alquimia, seria
aquele jogo que eu tinha quando criança?” (5
pessoas)
4)“Alquimia é a manipulação de utensílios químicos
para cura e para conhecimento profundo,
principalmente. É um assunto muito abrangente...”
5)“Alquimia é a transformação de dois ou mais
elementos se tornando outros.”
6)“Alquimia é uma substituição da medicina
convencional.”
7)“Alquimia é uma arte de entender a matéria
relacionada a natureza, tentar entendê-la, ou
dominá-la com suas próprias leis.”
8)“Alquimia, na minha opinião, é aquela ciência com
a qual os antigos alquimistas procuravam o elixir da
vida eterna e também a fórmula para transformar
metais comuns em ouro.”
9)“Alquimia é como a ciência; alquimistas são
inventores.”
10) “Eu acho que os alquimistas não são bem
cientistas; ah para mim são pessoas que inventam
algumas coisas do nada!”
11) “Os alquimistas eram como os cientistas, eles
tentavam transformar tudo em ouro.”
12) “Alquimia são experiências realizadas com
compostos químicos.”
13) “Não tenho nenhum conhecimento sobre alquimia.”
14) “Alquimia ? Eu já ouvi falar sobre isso mas nem
lembro...”
15) “Hum...Alquimia? Tem alguma relação com magia?”
16) “Alquimia é algo relacionado à ciência e à
medicina ...”
Pontos Importantes que anotei durante o curso
ministrado por Joel Aleixo (Curso Básico dos Florais
Brasileiros) nos dias 10 e 11 de novembro de 2001
Quando estava realizando a minha pesquisa sobre
alquimia, resolvi assistir a um curso de Joel
Aleixo, um alquimista muito conhecido no Brasil
inteiro por ser sensitivo (vidente) e por vender
seus florais e essências (tinturas), os chamados
Florais Brasileiros. Ele cuida do Laborciv, o
Laboratório Centro de Integração da Vida e tem uma
farmácia de manipulação homeopática. Seu trabalho é
muito interessante pois ele estudou as plantas
sozinho, não consultou ninguém, chegando às suas
próprias conclusões com a sua esposa.
Ele ministrou nos dias 10 e 11 de novembro esse
curso sobre florais Brasileiros, em que ele falou
muito sobre a alquimia. Adorei o curso, muito bem
ministrado. Assim, resolvi mostrar aqui no trabalho
algumas anotações que eu fiz.
* Alquimia é “A Arte de curar”
*Muito notável na Idade Média, teve seu apogeu com
os árabes; forte presença na China com Ku, imperador
chinês (herança da China= mais de 3000 espécies de
ervas e flores medicinais), no Egito e com os
Sumérios.
*Sua parte “química” se destina ao estudo dos 4
elementos: Terra, Água, Fogo e Ar e a parte voltada
mais ao corpo físico fala muito das 3 substâncias:
Mercúrio (mercurius), Enxofre (sulfur) e Sal; Todo
corpo é formado por essas 3 substâncias.
*Segundo Joel Aleixo, trata-se de ciência e não
esoterismo. Uma ciência hieróglifa.
*Origem da Palavra: Alquimia = Al Kymia = pedra
filosofal, o primeiro arcano (mistério) da alquimia.
Em latim, chama-se solue et coagula.
*O segundo arcano da alquimia são as 3 substâncias.
*1ª lei da alquimia -> Tudo é hum.
*Outro ponto importante na alquimia é ascender o
fogo do alquimista, ou seja, o flungiston.
Os 3 momentos da
Alquimia
INICIANTE - nigredo = sem luz própria
INICIADO - rubedo = aquele que tem luz própria
ADEPTO - albedo = aquele que já adquiriu uma
consciência
* Temos na alquimia uma trindade como a da Igreja
Católica: Pai, Filho e espírito Santo.
Símbolo da Trindade
* Na Alquimia, a mulher é diferente do homem pois
esta possui o matrix, um órgão no alto da cabeça que
está no limite do plano espiritual e do plano
físico.
2) Teoria
Introdução
A alquimia é uma ciências ocultas que sempre
despertou muito interesse, dadas as inúmeras
publicações e escritos que foram achados ao longo do
tempo sobre a Arte Hermética, e também a curiosidade
de saber algo sobre a chamada Pedra Filosofal(também
conhecida por Medicina Universal).
Foram escritos milhares de livros sobre a Arte.
Desde o final da Idade Média até ao século XIX, a
alquimia esteve na moda, e não só os gentis homens,
nobres e cavaleiros, religiosos, clérigos e até
alguns reis e papas, não só escreveram tratados
sobre a Arte de Hermes, como também a praticaram.
Como esperado, isso deu origem a que fossem escritos
muitos livros que nada têm a ver com a verdadeira
alquimia.
O que também ocorreu foi o fato de que por um grande
período de tempo, a alquimia foi sinônimo de
charlatanismo. Isso ocorreu devido à falta de
publicações sérias, muitas delas sendo imitações
grosseiras, feitas por sopradores (falsos
alquimistas) dos verdadeiros e antigos textos, nas
quais se une o absurdo e a ignorância.
Hoje em dia, temos um grande número de traduções das
obras clássicas mais importantes dos grandes
Mestres, o que fez com que a opinião de muitas
pessoas mudasse. Os livros sobre a Arte Hermética
são muito procurados porém, infelizmente, paralelos
às obras clássicas existem no mercado muitos livros
que aparentam ser obras sérias, mas não passam de
pura especulação. Mesmo assim, são adquiridos não só
por curiosidade, mas também pelo desejo de deles se
poderem ser extraídos alguns conhecimentos que nos
permitam descobrir algo novo.
Com esse trabalho, pretendo explorar mais as obras
dos grandes e dos novos mestres, deixando de lado os
chamados “sopradores”.
Um panorama geral
A alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os
corpos com a ajuda da natureza. No sentido restrito
do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso,
uma arte prática. Como tal, ela se baseia em um
conjunto de teorias relativas à constituição da
matéria, à formação de substâncias inanimadas e
vivas, entre outras coisas.
A alquimia tem dois arcanos (mistérios), sendo o
primeiro a busca da pedra filosofal, ou seja, a
aplicação direta da alquimia teórica - alquimia
operativa. Ela reveste-se de dois aspectos
principais: a medicina universal e a transmutação
dos metais, sendo uma, a prova real da outra. O
segundo arcano são as três substâncias. Assim, para
um alquimista, a matéria é composta por três
substâncias, ou princípios fundamentais: Enxofre,
Mercúrio e Sal, os quais poderão ser combinados em
diversas proporções, para formar novos corpos.
Tivemos muitos alquimistas na história, sendo um
alquimista normalmente também um médico, filósofo e
astrólogo, tal como Paracelso, Alberto Magno, Santo
Agostinho, Frei Basílio Valentim, Roger Bacon, que
dizia no Espelho da Alquimia, «...A alquimia é a
ciência que ensina a preparar uma certa medicina ou
elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais
imperfeitos, lhe comunica a perfeição...». Todos
eles acreditavam que em breve, no fim de mais um
ciclo terrestre, haveria uma grande catástrofe que
seria um novo começo para a humanidade. Restaria uma
consciência coletiva, a mesma que deu origem a
alquimia em outros ciclos. Tantos outros grandes
Mestres hoje são conhecidos pelas suas obras
reputadas de verdadeiras.
Cada Mestre tinha os seus discípulos a quem iniciava
na Arte, transmitindo-lhes os seus conhecimentos.
Além disso, para que esse conhecimento durasse pelos
tempos, transmitiram-no também por escrito, nos
livros que atualmente conhecemos, quase sempre
escritos sob pseudônimo, por meio de símbolos ou
figuras. O fato da alquimia ser “hieróglifa”
dificulta o seu estudo porque esses símbolos e
figuras não têm um sentido uniforme. Tudo era, e
atualmente é, deixado à obra e imaginação dos seus
autores.
O alquimista não é um fazedor de ouro como muita
gente pensa. A transmutação só terá lugar, como já
dissemos, como prova provada da veracidade da
medicina universal ou pedra filosofal. O principal
objetivo dos alquimistas é a medicina universal que,
segundo a tradição, permitiria ao homem viver em
perfeita saúde para alem da idade normal em um ser
humano e não o ouro. Essa medicina seria muito mais
valiosa do que todo o ouro do mundo.
Hoje em dia existem também alquimistas. Encontram-se
em todas as camadas sociais: «...Reis da Terra, se
conhecêsseis o grande número de pessoas que se
entregam, em segredo, nos nossos dias, à procura da
pedra filosofal, ficaríeis admirados...» Cyliani em
Hermes Revelado.
Origem da palavra
Alquimia
Durante as minhas pesquisas, achei inúmeras
definições para Alquimia, uma complementando a
outra. Assim, resolvi colocá-las todas aqui.
Para alguns, Alquimia é um nome com origem árabe. Al
corresponde ao artigo o, com raiz grega elkimyâ;
Kimyâ deriva de Khen (ou chem), que significa "o
país negro" (nome dado ao Egito na antigüidade).
Outra possibilidade de origem da palavra é dada por
outros que acham que ela corresponde ao vocábulo
grego derivado de chyma, que se relaciona com a
fundição de metais. Outros ainda acham que kymia é
um “símbolo” da palavra árabe AL KYMIA, que é
traduzido como “pedra filosofal”- o primeiro Arcano
(mistério) da Alquimia. Outra abordagem que eu
encontrei para esse nome é que ele vem do árabe e
tem o mesmo significado de química, só que trata-se
de uma química antigamente designada por espagíria,
uma química transcendental e espiritualista e que
não corresponde à química atual (aquela que
conhecemos). Al, em árabe, designa Ser supremo o
Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia,
designa desde os tempos mais recuados, a ciência de
Deus, ou seja a química de Al.
*Em latim, Alquimia chama-se Solue et Coagula.*
O Histórico
No ocidente, tudo começou no Egito. Os alquimistas
relacionam a sua origem ao deus egípcio Tote, que os
gregos chamavam de Hermes (Hermes Trimegisto).
Alguns alquimistas o consideravam como um rei antigo
que realmente teria existido, sendo o primeiro sábio
e inventor das ciências e do alfabeto. Por causa de
Hermes a alquimia também ficou conhecida como arte
hermética ou ciência hermética.
No Egito a alquimia teria surgido no século III d.C.
e demonstrava uma influência do sistema
filosófico-religioso da época helenística misturando
conhecimentos médicos com metalúrgicos. A cidade de
Alexandria era o reduto dos alquimistas. O
alquimista grego mais famoso foi Zózimo (século IV),
que nasceu em Panópolis e viveu em Alexandria,
escreveu uma grande quantidade de obras. Nesta
época, várias mulheres dedicavam-se a alquimia, como
por exemplo Maria, a judia, que inventou o um banho
térmico com água muito utilizado atualmente, o
"banho-maria", Kleopatra que possivelmente não seria
a Rainha Cleópatra, Copta e Teosébia. Outras
técnicas interessantes atribuídas aos Egípcios: A
mumificação dos corpos, fabricação de objetos
cerâmicos através do cozimento da argila, a extração
de corantes de certos animais e vegetais, a obtenção
de vinagre e bebidas alcoólicas não-destiladas
(vinho, cerveja) e a produção de vidro e de alguns
metais.
Os persas conheciam a medicina, magia e alquimia. A
alquimia possuía um pouco da imagem da população de
Alexandria, era uma mistura das práticas
helenísticas, caldaicas, egípcias e judaicas.
A alquimia deixou muitas contribuições para a
química, como subproduto de seus estudos, dentre
eles podemos citar: a pólvora, a porcelana, vários
ácidos (ácido sulfúrico), gases (cloro), metais
(antimônio), técnicas físico-químicas (destilação,
precipitação e sublimação), além de vários
equipamentos de laboratório. Na China produzia-se
alumínio no século II; os chineses foram também os
inventores dos fogos de artifício e a eletricidade
era conhecida pelos alquimistas de Bagdá desde o
século II a.C.
Os árabes tiveram a sua participação na alquimia,
com dois nomes muito importantes: Jabir, quem
preparou o carbonato de chumbo (a ele eram
atribuídos muitos escritos - quase 3 mil distintos-
o que faz com que alguns achem que ele foi uma
lenda) e Razes, quem originou a iatroquímica com a
preparação dos elixires.
A arte floresceu muito durante a Idade Média com os
chamados Alquimistas Cristãos. Assim, os grandes
nomes da ciência medieval estão ligados a ordens
religiosas pois era nos mosteiros que estavam os
poucos letrados de então. Sua dupla preocupação,
como já conhecemos, era com o elixir da longa vida,
que garantiria a imortalidade e a cura das doenças
do corpo e com a transmutação, um método para a
transformação de metais comuns em ouro, que
ocorreria na presença de um agente, a pedra
filosofal. A transmutação não teria fins lucrativos;
ela era um dos objetivos pois o ouro com a sua
resistência à corrosão, representava a perfeição.
A pedra filosofal nunca deixou de ser procurada
pelos alquimistas, mas por volta de 1500 D.C.
aconteceu na Europa uma profunda reforma social
causada pela burguesia emergente, jovem,
progressista, antítese do feudalismo, necessitando
para sua perpetuação fomentar a produção de
manufaturados e o seu comércio. Para tal necessitava
de um método mais eficiente de comunicação e de
manutenção de seu pensamento, e assim, surgiu a
imprensa. O aumento da população nas cidades
aumentava as necessidades das pessoas,
principalmente no ramo da medicina, na época
reduzida a um receituário de poções extraídas de
vegetais.
Nessa sociedade em transformação nascia em
Einsiedeln, Suíça, em 1493, Phillipus Theophrastus
Bombastus von Hohenheim, mais tarde auto- denominado
Paracelsus (melhor do que Celsus, romano) , que
popularizou o "princípio fundamental" da
refractabilidade entre os alquimistas, representada
pelo "sal". Paracelsus, o Grande, tinha como
princípio que a Pedra Filosofal da alquimia não
devia ser tão somente para a procura do ouro e da
prata, mas também de medicamentos para melhorar as
condições de saúde do corpo humano, e assim,
providenciar a forma de alcançar a vida eterna. Em
sua filosofia, o homem dividia-se em sal (o corpo),
mercúrio (alma) e enxofre (o espírito), e qualquer
enfermidade seria o resultado da falta de um desses
componentes fundamentais. De fato, tanto o sal
quanto o mercúrio e o enxofre, para Paracelsus,
tinham um significado muito diferente do que podemos
atribuir a tais elementos hoje em dia. Para
Paracelsus e sem dúvida para muitos alquimistas da
época a palavra enxofre, por exemplo, reunia um
sem-número de substâncias capazes de sofrer algum
tipo de combustão. Não obstante, o sucesso alcançado
pelos tratamentos médicos de Paracelsus em pacientes
vindos de toda a Europa medieval baseava-se no
princípio que ele mesmo desenvolvera, o do "igual
trata igual", ou seja, se um composto causa uma
doença, então doenças relacionadas devem ser
tratadas com a administração de pequenas doses do
mesmo composto. Esse princípio é o empregado hoje em
dia pela farmacologia homeopática, e existem
historiadores que consideram Paracelsus como sendo o
Pai da Farmacologia. Paracelsus morreu em 1541 aos
48 anos, provavelmente auto-envenenado por uma de
suas poções, mas não sem antes formar toda uma
escola de seguidores que reformaram a medicina da
época, passando a administrar compostos inorgânicos
medicinais além dos extratos orgânicos tradicionais.
Os seguidores de Paracelsus se autodenominavam
iatroquímicos (do grego iatros, médico), abandonando
o nome de alquimistas.
Os alquimistas geralmente utilizavam a luz como um
símbolo do espírito, e portanto eles estavam
especialmente interessados na luz que parecia estar
contida na matéria. Isso estava também acoplado com
a idéia do "fogo perpétuo". Existiam idéias antigas
sobre a existência de luzes "perpétuas",
supostamente encontradas em tumbas ou cofres
subterrâneos, como o descrito na monografia
Rozacruciana "Fama Fraternalis", de 1614. Em sua
procura, alquimistas encontraram na natureza certos
materiais brilhantes, obtidos de matéria animal ou
vegetal. O interesse em materiais luminescentes
culminou, no século XVII com a descoberta do fósforo
elementar, em 1669, portanto dentro da era
iatroquímica, por um médico alquimista alemão,
Hennig (ou Henning) Brand de Hamburgo. Ninguém sabe
o que fez esse zeloso alquimista esperar que na
urina humana haveria um fluido capaz de converter
prata em ouro, mas é sabido que seus estranhos
experimentos produziram resultados tão inesperados
quanto bonitos: o material branco, ceroso, obtido na
retorta daquele alquimista brilhava no escuro,
iluminando seu laboratório! uma vez que sua
descoberta ficou conhecida por outros alquimistas,
não foram raros os casos de queimaduras graves
provocados por essa forma de fósforo elementar, que
entra em ignição expontânea quando em contato com o
ar. (Uma amostra do zelo alquímico pode ser notada a
partir da preparação do fósforo, relatada por
William Y-Worth, em "Chymicus Rationalis" aonde está
contida "Uma descrição Filosófica do Astrum Lunare
Microcosmicum, ou Phospheros, de 1692).
No campo da mineração e metalurgia teve grande
impacto o livro "De Re Metallica" escrito pelo
alquimista alemão Georgius Agricola (1494- 1555).
Naquele livro, Agrícola reuniu todas as técnicas de
metalurgia conhecidas, e ainda relatou resultados de
suas próprias experiências no campo da extração e
purificação de metais, introduzindo conceitos que
eram tão avançados que resultaram na renovação de
toda a indústria metalúrgica européia da época.
O período do domínio
Flogíston.
A teoria dos quatro elementos, após ter tido a mais
longa história de todas as filosofias que a
sucederam, estava no fim, mas o terreno filosófico
da química permaneceu estéril por quase um século. A
metalurgia, é claro, desempenhava uma peça chave na
economia da época, pela sua capacidade financeira,
de gerar empregos, status social... A prática era
alquímica: misturava-se o mineral desejado, por
exemplo um contendo ferro, com carvão, aquecia-se, e
obtinha-se o metal puro no final do processo. Hoje
se sabe que o mineral contém o metal na forma de um
de seus óxidos, que o carvão e o calor decompõem,
formando gás carbônico e liberando o metal em um bom
grau de pureza. Mas no início do século XVIII, Georg
Ernst Stahl (e Johann Joachim Becher, dois
estudiosos dos processos metalúrgicos e de
combustão), concluíram que todos os corpos
suscetíveis à combustão ou oxidação continham um
componente etéreo, que eles chamaram de "flogiston"
(do grego phlogistos, combustível).
De acordo com Stahl, um mineral seria uma substância
já oxidada, teria pouco flogiston; misturada com
carbono (oxidável, combustível, muito flogiston) e
aquecido, iria produzir o metal correspondente (um
composto, com muito flogiston), que por sua vez
poderia oxidar-se novamente (perder flogiston),
reformando parte do mineral do qual havia sido
retirado. Essa teoria teve muito sucesso, pois
reunia os processos metalúrgicos conhecidos em uma
forma fácil de ser compreendida, e seu domínio se
estendeu por 100 anos.
A procura do flogiston levou os cientistas a
divisarem um sem número de experimentos. A partir
dos meados do século XVIII foram descobertos quase
todos os gases naturais, a maioria dos metais, seus
óxidos e sais, que foram submetidos a estudos
minuciosos. Porém tais estudos apontavam sempre para
as contradições da teoria do flogiston: se a madeira
se oxida (queima), então a perda do flogiston faz
com que a massa das suas cinzas seja menor do que a
massa da madeira original; entretanto, se um metal
(por exemplo, o ferro) se oxida e perde flogiston
(isso é, forma ferrugem), então a massa do seu
mineral (óxido) só pode ser maior do que a massa do
metal original caso o flogiston perdido tenha massa
negativa! esse "pequeno" impasse não desestimulava,
entretanto, os seguidores dessa teoria, que também
não se importavam com o fato de que o elusivo
flogiston mostrava-se impossível de ser obtido.
Assim, tornava-se cada vez maior o número de
descobertas que não se encaixavam dentro dos limites
dessa teoria, e os que concordavam com ela o faziam
graças a postulados distintos suplementares que
frequentemente estavam em contradição com a própria
teoria. Nas palavras do próprio Stahl (1723 d.C.),
em seu livro "Fundamenta Chymiae Dogmaticae et
Experimentalis": "o fato de que os metais, quando
transformado em seus cais (óxidos) aumentam de peso,
não desmente a teoria do flogiston, mas ao contrário
a prova, porque o flogiston é mais leve que o ar, e,
combinando-se com as substâncias, tende a
levantá-las, e dessa forma, as torna leves;
consequentemente, uma substância que tenha perdido
flogiston deve ser mais pesada". Assim sendo, já
perto do fim de seu domínio quase secular, essa
teoria, que serviu no início como impulsionadora da
química e das demais ciências naturais, pelas buscas
a respostas que propiciou, acabou se tornando um
empecilho para o desenvolvimento científico.
A Lavoisier cabe o mérito de ter rebatido
definitivamente a teoria do flogiston: com suas
experiências entre 1772 e 1777, demonstrou que as
reações de combustão não são reações de
decomposição, onde a substância perde flogiston, mas
sim uma reação de combinação, onde um metal reage
com o oxigênio do ar para formar óxidos. Ao mesmo
tempo que o elusivo flogiston tornava-se
desnecessário para explicar relações ponderais entre
reagentes e produtos em reações químicas, as
próprias concepções básicas da química sofriam uma
mudança radical: os metais, que eram tidos como
compostos (contendo o metal e flogiston) resultaram
ser na verdade elementos, e os seus óxidos, tidos
como elementos, mostraram-se ser na verdade,
compostos (contendo o metal e o oxigênio).
Invertendo o sistema do flogiston de ponta-cabeça,
Lavoisier elaborou as bases para a sistematização da
química, sendo por isso devidamente reconhecido como
o Pai da Química Moderna. Tendo sido o destruidor da
teoria do flogiston, Lavoisier contudo acreditava
que certas coisas imateriais, como calor e luz (duas
formas de energia) também tivessem caráter
elementar. Assim, o grande sucessor de Bacon e Boyle
continuava acreditando em preceitos oriundos da
prática alquímica. Lavoisier foi, sem dúvida, um
grande cientista e seu trabalho sistematizou a
ciência hoje chamada de Química. Era entretanto de
uma família nobre francesa, e detinha o cargo de
cobrador de impostos do Rei. Por isso, seus
desafetos o condenaram à morte quando da revolução
francesa. Foi decapitado em 1794.
Assim, a alquimia continua presente nos dias de
hoje, não é coisa do passado como muitos pensam. O
nosso histórico não é muito amplo pois muito da
alquimia ficou em segredo.
Alguns aspectos importantes
na alquimia e o que eles representam
* A transmutação = Na natureza, a terra contém
"sementes" que dão origem aos metais (um processo de
evolução e aperfeiçoamento). Todos os metais, com o
tempo, se transformarão em ouro que contém o
equilíbrio perfeito dos quatro elementos. Na
alquimia não existe matéria morta e todas as
substâncias, animal, vegetal ou mineral, são dotadas
de vida e movimento, ou seja, possuem suas energias
características.
Assim, podemos fazer as seguintes relações:
Ouro - representado pelo Sol.
Prata - representado pela Lua.
Mercúrio - representado pelo planeta Mercúrio.
Estanho - representado por Júpter.
Chumbo - representado por Saturno, por ser
considerado pesado e lento
Cobre - representado por Vênus, maleabilidade,
sossego, beleza e prazer.
Ferro - representado por Marte.

***Postulado fundamental da
alquimia "Omnia in unum" (Tudo é Um).***
O Adualismo Sexual
A energia original é criada pela junção dos
princípios masculino e feminino (sol e lua). Muitos
alquimistas constituem casais na busca da Grande
Obra, porém para que ocorra uma perfeita união
alquímica este casal, ou seja, estas duas metades
devem ser complementares formando um único ser (como
a figura alquímica do andrógino - sal). Contudo é
muito difícil encontrar um par que produza uma união
tão perfeita.
O Cosmo
O cosmo é visto como um ser vivo sendo que seus
constituintes tem espírito e propósito definido. As
estrelas exalam um campo de energia que pode ser
sentido e utilizado pelo homem e assim obter as
transformações.
A vida
Existe uma crença na alquimia da criação artificial
de um ser humano, o homúnculo ou Golem, porém estes
relatos de alguns alquimistas célebres, como
Paracelso por exemplo, poderia referir-se de forma
figurada ao processo de fabricação da pedra
filosofal, onde o homúnculo representaria a matéria
prima para a fabricação da pedra ou então uma fase
da iniciação em que o homem ressurge após a morte do
outro já degradado.
Na concepção alquímica tudo o que existe é
vivo,(como já dito anteriormente) até mesmo os
minerais. Tudo vive, cresce, reproduz-se e evolui.
Portanto qualquer metáfora sobre seres vivos podem
estar referindo-se também ao reino mineral.
A natureza e todos os seus constituintes devem ser
respeitados para que a harmonia perfeita possa ser
mantida. Esta consciência opõe-se claramente a forma
de encarar a natureza até hoje, em que esta deve ser
explorada o máximo possível e ainda consideram isto
a evolução da humanidade. Reaprender a ver, sentir e
ouvir a natureza, significa incorporar-se a ela,
para relembrar o remoto passado quando fazíamos
parte dela integralmente.
O Amor
Todo o conhecimento alquímico está alicerçado no
amor e por isso inacessível aos processos
científicos atuais, dos quais muitos visam ao lucro
e sucesso na carreira do cientista.
A união pelo amor está sempre presente em qualquer
obra alquímica representando uma energia que une
dois princípios ou dois materiais, tornado-os um só.
De forma figurada é descrita como o casamento do Sol
e da Lua, do enxofre e do mercúrio, do Rei e da
Rainha, do Céu e da Terra ou do irmão e da irmã, por
terem vindo da mesma raiz ou mesma substância.
Astrologia
Na alquimia a astrologia exerce um papel fundamental
desde a escolha do momento certo para o início da
obra, da colheita dos materiais utilizados, até o
momento mais propício para o alquimista trabalhar.
*Secretum secretorum, uma marca divisória entre a
alquimia e a química. Este artifício consiste,
metaforicamente, em capturar um raio de sol,
condensá-lo, aprisioná-lo em um frasco
hermeticamente fechado e alimentá-lo com o fogo. A
terra fica em baixo enquanto o espírito sobe. Esta
etapa completa a primeira obra e quando concluída
corretamente pode se ver a formação de uma estrela
dentro do frasco.
Os quatro elementos e os três
princípios
A alquimia além do aspecto espiritual, constituí uma
verdadeira ciência que tem como finalidade
compreender a matéria e o cosmo, ou seja, o
microcosmo e o macrocosmo, além de tentar reproduzir
de forma mais rápida o que a natureza leva milênios
para conseguir. Como em qualquer área de
conhecimento, a alquimia possuía uma linguagem
própria. Para tentar transmitir conhecimentos que
não haviam palavras específicas para expressar eles
utilizaram termos conhecidos, que transmitia uma
idéia rudimentar de algum evento. Assim utilizavam
os termos Água, Terra, Ar e Fogo para explicar os
quatro elementos, correlacionando-os respectivamente
com o estados líquido, sólido, gasoso e a energia. O
fogo simbolizava todos os tipos de energia,
inclusive a energia imaterial dos corpos, o "éter",
ou estado "etéreo". O conceito de estado gasoso não
ficou conhecido pelo ocidente até o século XVIII com
as pesquisas de Lavoisier. Isto demonstra o quanto
os Alquimistas estavam adiantados em relação aos
sábios de seu tempo.
A linguagem hermética -
exemplos
*Animais normalmente tem um significado especial,
como por exemplo, a representação dos quatro
elementos. O unicórnio ou o veado representam a
terra, peixes a água, pássaros o ar e a salamandra o
fogo.
* Uma luta entre o dragão alado contra o dragão
áptero, de um cão com uma cadela ou da salamandra
com a rêmora, representam o combate entre o volátil
e o fixo, o feminino e o masculino, ou o mercúrio e
o enxofre, os dois princípios que estão contidos na
matéria. Enquanto que a união entre estes dois
princípios é representada pelo casamento do rei e da
rainha, do homem de vermelho com a mulher de branco
, do irmão com a irmã (pois eles provém de uma mesma
matéria mãe), de Apolo e Diana, do sol e da lua ou
juntar a vida à vida. Normalmente a este casamento
precede morte e tristeza.
Apanhar um pássaro significa fixar o volátil.
O leão verde normalmente é associado ao sal.
A pessoa iniciável ou a substância inicial
(matéria-prima) pode ser representada pelo filho
mais jovem de uma viúva (que representa Ísis) ou de
um rei, um soldado que já cumpriu o serviço militar,
um aprendiz de ferreiro, um jovem pastor, o filho de
um rei em idade de se casar e outros casos
semelhantes.
O abismo, um recife e outros perigos de uma viagem
representam os cuidados ou os perigos que o fogo
conduzido inadequadamente podem causar.
O dissolvente universal tanto é associado ao sal
como ao mercúrio normalmente é representado por uma
fonte, leão verde, água da vida ou da morte, água
ígnea, fogo aquoso, água que não molha as mãos, água
benta, vento, espada, lanterna, cervo, um velho, um
servidor, o peregrino, o louco, mãe louca, dragão,
serpente, Diana, cão, dentre outros.
Os alquimistas utilizam também alfabetos secretos,
codificados, anagramas e criptografia. Além de
simples sinais que identificam uma operação,
substância ou objeto.
Alguns Alquimistas
Nessa parte do trabalho, resolvi colocar as
biografias de alguns alquimistas. O primeiro deles é
Nostradamus, nome que escutamos muito atualmente
pelo fato de nas suas centúrias estar previsto
simbolicamente um ataque às Torres Gêmeas de Nova
York, como ocorreu no dia 11 de Setembro.
. NOSTRADAMUS
Suas profecias ficaram tão conhecidas que chegam a
ofuscar o restante de sua obra. Ele foi médico,
alquimista e astrólogo. Michel de Notre-Dame nasceu
em 14 de Dezembro de 1503 em St. Remy, seu pai era
tabelião e seus dois avôs médicos. Foi seu avô, que
também era cabalista, que ficou responsável por sua
educação, ensinando-lhe desde cedo astrologia.
Diplomou-se em Avignon como mestre em Artes,
estudando literatura, história, filosofia, gramática
e retórica. Sua família era judia e Nostradamus teve
que se converter ao catolicismo para fugir da
inquisição.
Cursou medicina em Montpellier, onde ingressou com
dezoito anos, em 1523. Tornou-se amigo de François
Rabelais. Recebeu o título de doutor em 1533 e
latinizou seu nome para Miguel de Nostradamus.
Passou algum tempo viajando pela Europa, onde
combateu a peste com métodos contrários aos
empregados em seu tempo. Foi convidado por um
alquimista, Julius César Scalinger para conhecer
suas pesquisas em Tolouse e permaneceu por algum
tempo em sua casa. Casou-se com Marie Auberligne,
que era uma grande estudiosa e auxiliava Scalinger
em seus experimentos. Foi aí que aprofundou seus
conhecimentos em Alquimia utilizando a biblioteca
escondida, por serem obras proibidas pela Igreja, na
casa de Scalinger.
Mudou-se para Ange, próximo a Toulose, atuando como
médico. A noite, constantemente ia para a biblioteca
de seu amigo estudar as obras proibidas. Teve dois
filhos e um trágico desfecho, sua mulher e filhos
contraíram a peste e faleceram. Nostradamus ficou
desolado e recluso na Bretanha, na floresta de
Brocelândia, conhecida como a residência do Mago
Merlin. Após isso passou um período de intensas
viagens.
Em 1546 combateu novamente a peste, desta vez em
Provence onde residia o seu irmão que era prefeito
da cidade, obtendo ótimos resultados, utilizou
técnicas e conhecimentos que anteciparam em 300 anos
as descobertas de Pasteur. Associando a transmissão
da peste a microrganismos, desinfetou ruas e casas,
queimou os mortos e suas roupas, além de desenvolver
medicamentos de animais e vegetais. Casou-se com
Anne Posard uma viúva de 27 anos e tiveram seis
filhos. Trabalhava durante o dia como médico e
durante as noites escrevia as suas professias.
Ensinou sua mulher e cunhada a fazerem perfumes que
ficaram famosos.
Publicou a primeira edição das Centurias em 1555 e a
previsão que o tornou famoso, o anúncio da morte do
rei da França Henrique II em um duelo a cavalo, que
se concretizou três anos depois. Conquistou a
admiração da rainha Catarina de Médicis esposa de
Enrique II, obtendo assim sua proteção, conseguindo
escapar da inquisição.
. NEWTON
Isaac Newton (1642-1727). Físico e matemático
Inglês, um dos maiores gênios de todos os tempos.
Nasceu prematuramente, já órfão de pai, no ano de
1642.
Desde cedo demonstrou ser dono de uma inteligência
prodigiosa, tal a facilidade com que resolvia
problemas e criava engenhos. Aos doze anos, entrou
para a escola pública. Entretanto, por decisão de
sua mãe, foi posto a trabalhar como lavrador. Mas,
Newton era um obstinado por seus livros e por fim,
foi-lhe dado um voto de confiança, sendo permitida a
volta aos estudos, prosseguindo no Trinity College
em Cambridge. Formou-se e graças a seus estudos
vitoriosos sobre a natureza da luz branca (que
descobriu ser a combinação de todas as cores do
espectro), foi eleito membro da Real Academia
Britânica de Ciências. Aos vinte e sete anos foi
eleito Professor Titular de Matemática
da Universidade de Cambridge. Por essa época
elaborou o cálculo infinitesimal. Algum tempo
depois, Newton formulou sua explicação para o
universo, baseada na atração da matéria, mas,
relutou durante muito tempo em publicar suas idéias.
Finalmente foi convencido pelos amigos a expor ao
mundo a beleza e a precisão de sua teoria,
publicando então sua obra Philosophiae Naturalis
Principia Mathematica.
Após a publicação dos Principia - que permaneceu
incompreensível e rejeitado pelos cientistas de sua
geração -, Newton entrou para a política. Foi
nomeado, por influência de amigos da côrte,
Superintendente da Casa da Moeda. O grande cérebro
do físico e matemático subjugava-se a um simples
trabalho burocrático, o que lhe valeu um papel de
ridículo na sociedade.
Em uma carta que escreveu em 1676, Newton relata:
"Existem outros segredos além da transmutação dos
metais, e os grandes mestres são os únicos a
compreendê-los". Newton era um iniciado, que
acreditava que a Alquimia deveria permanecer secreta
e por isso nunca publicou os resultados de seus
experimentos alquímicos, apesar de possivelmente ter
obtido êxito em alguns deles. Por este motivo este
lado de Newton é pouco conhecido, porém toda a sua
obra foi gerada a partir destes conhecimentos, ele
dava uma interpretação materialista ao esoterismo,
tanto, que em um de seus livros, seus opositores
afirmavam que as forças de Newton eram forças
ocultas. Na realidade, estas forças eram muito
semelhantes as tradições herméticas.
Em 1940, Dobbs estudou os inúmeros manuscritos
alquímicos escritos por Newton e escreveu um livro
intitulado "Os Fundamentos da Alquimia de Newton".
Newton buscava na Alquimia encontrar a estrutura do
microcosmo. Apesar de seus intensos estudos sobre o
assunto, que duraram de 1668-1696, ele não conseguiu
explicar as forças que governam os corpos pequenos.
Newton consumiu seus dias numa velhice tranqüila,
distante de polêmicas ou disputas. Queria apenas a
tranqüilidade das horas passadas em seu solar,
meditando acerca das obras alquímicas. Faleceu a 28
de março de 1727.
. NICOLAU FLAMEL
Consta que teve um estranho sonho. « Viu um livro
revestido de uma capa de cobre e cujas folhas, que
pareciam ser feitas de cascas finas, ornadas de
magníficas ilustrações. O anjo que em sonhos lho
apresentou disse: olha bem este livro; parecer-te-á
obscuro como a todo o mundo, mas um dia verás aquilo
que é preciso ver e saberás o que ninguém
sabe...Adormecido, estendeu a mão para receber o
livro mas o sonho desfez-se e acordou subitamente. »
Este livro mostrado em sonhos a Flamel, ele o
descobrirá na realidade como descreve no seu Livro
das Figuras Hieroglíficas:
« Eu, Nicolau Flamel, escrivão e vizinho de Paris,
neste ano de 1399, residindo na minha casa da Rue
des Escrivains, perto da capela de St. Jacques de la
Boucherie. Ainda que tenha aprendido só um pouco de
latim devido aos escassos meios dos meus pais, que,
apesar de tudo, eram estimados como gente de
bem....Assim pois, quando depois da morte de meus
pais, ganhava a vida com a nossa arte da escrita ,
fazendo inventários, contas, travando os gastos de
tutores e de menores, veio-me parar às mão, por dois
florins, um livro dourado muito velho e grande.
Não era de papel nem pergaminho como os demais, mas
de córtices (assim me pareceu) de tenros arbustos. A
sua capa era de cobre fino, gravado com letras e
figuras estranhas. Creio que poderiam ser caracteres
gregos ou de outra língua antiga similar, pois sabia
lê-lo e não eram letras ou ornamentos, já que dessa
percebo um pouco.
No interior, as folhas de córtice estavam gravadas
com grande perfeição e escritas com buril de ferro,
umas letras latinas coloridas, muito belas e claras.
Continha três vezes sete folhas; assim estavam
numeradas no alto da folha. A sétima não continha
escrito algum. Em vez disso, estava pintado, na
primeira sétima, um látego e umas serpentes
mordendo-se. Na segunda sétima, uma cruz com uma
serpente crucificada. »

Lâmina do Livro das Figuras Hieroglíficas de
Nicolau Flamel de Arnauld de la Chevalerie (1682)
representando uma arcada que Flamel e sua esposa
Perrenelle fizeram construir no cemitério dos
Inocentes.
3) O
juramento de um alquimista
Eu te faço jurar pelos céus, pela terra, pela luz e
pelas trevas;
Eu te faço jurar pelo fogo, pelo ar, pela terra e
pela água;
Eu te faço jurar pelo mais alto dos céus, pelas
profundezas da terra e pelo abismo do Tártaro;
Eu te faço jurar por mercúrio e por Anubis, pelo
rugido do dragão Kerkoruburus
e pelo latido do Cão de três tetas, Cérbero,
guardião do inferno;
Eu te conjuro pelas três Parcas, pelas três fúrias e
pela espada
a não revelar a pessoa alguma nossas teorias e
técnicas.
4) Conclusão
Após fazer esse trabalho, consegui ter uma idéia
melhor do que foi e continua sendo a Alquimia, sem
ter aquela visão fragmentada dos “sopradores”.
Assim, por ser um assunto que me interessou (e
interessa) muito, me aprofundo cada vez mais no
assunto, tanto que cheguei até a fazer um curso, o
que faz com que eu possa ser considerada na alquimia
uma iniciante, ainda no nigredo. Espero que esse
nigredo floresça e quem sabe um dia se torne um
albedo.
“Escuro e Nebuloso é o início de todas as coisas,
mas não o seu fim.”
Kalil Gibran Kalil
